Realidade Virtual e Aumentada sinaliza a nova onda de consumerização da TI

É difícil falar de inovação e ondas de implementação em TI para o mundo corporativo porque as transições e ondas passam de forma assustadoramente rápida, o que obriga arquitetos e gestores a repensar ou readaptar estratégias ainda em pleno processo de adoção. Independentemente deste cenário e seus riscos e dores, esta é a realidade de nosso mercado e temos de estar alertas e preparados para as novas ondas.

Por Paulo Henrique Pichini, CEO & President da Go2neXt Digital Innovation

É difícil falar de inovação e ondas de implementação em TI para o mundo corporativo porque as transições e ondas passam de forma assustadoramente rápida, o que obriga arquitetos e gestores a repensar ou readaptar estratégias ainda em pleno processo de adoção. Independentemente deste cenário e seus riscos e dores, esta é a realidade de nosso mercado e temos de estar alertas e preparados para as novas ondas.

Entendemos que a primeira onda de consumerização da informação veio atrelada à evolução dos dispositivos moveis – BYOD – e segue seu percurso alavancando processos de Big Data/Analytics suportados por uma concreta infraestrutura baseada em cloud computing.  A chegada desta primeira onda trouxe uma sensação de competição com a TI tradicional, demorando para ser aceita e adaptada; a consumerização foi um movimento que rompeu barreiras e vaidades internas.

Neste contexto e conceito, estamos entrando na segunda onda deste processo de consumerização, guiados por uma transformação ainda mais acentuada. É a hora dos wearables, 3D printing, uma imensidão de sensores e sinalizadores e uma forma de apresentação baseada em realidade Virtual (VR) e realidade aumentada (AR). Enquanto a realidade virtual nos insere de forma imersiva em um ambiente digital, capaz de propiciar ao usuário uma experiência real de visita física ao ambiente, a realidade aumentada insere o mundo digital no cenário real, criando dentro deste cenário real botões de acessos e ações no ambiente digital.

Aos cinéfilos, a VR – Virtual Reality – foi apresentada no filme Tron enquanto a AR – Augmented Reality – foi mostrada no tão conhecido Matrix, onde o protagonista tinha a sua frente um ambiente digital sobreposto ao mundo real. 

Surfando esta nova onda, a TI está entendendo estes novos ambientes com VR, AR, wearables e IoT, combinados ou não, atuando como um conjunto enorme de novas ferramentas, capazes de entregar super poderes aos seus usuários e clientes. A equipe de TI corporativa que está analisando estes novos ambientes retoma de maneira ousada sua posição de advisor de inovação e tecnologia aplicada ao negócio. Os profissionais de TI passam a entregar às áreas de marketing, produtos e comercial um conjunto de novas maneiras de se fazer e gerir negócios.

Imagine uma aplicação de Realidade Virtual na indústria de construção civil. Você visita um ambiente remoto, com visão de 360 graus, sem sair de sua mesa. Imagine um caixa eletrônico bancário onde você veste um par de óculos 3D e enxerga sua posição bancaria de forma absolutamente exclusiva e confidencial, mesmo interagindo com teclas do ATM e fazendo retiradas físicas. Este é um exemplo de uma aplicação de sobreposição baseada em AR. 

Note que os grandes fabricantes e empresas de inovação já se preparam pra ganhar este nicho de tecnologia, vide a aquisição da Oculus VR pelo Facebook no ano passado por US$ 2 bilhões.

Estas tecnologias imersivas e sensoriais vão criar enormes turbulências e reinvenções nas formas de abordar os seres humanos. Com a Internet das Coisas, os wearables e a tendência ao uso massificado da VR e da AR, o mundo estará repleto de sensores. Observe que estes sensores transmitem sinais digitais por frequências baseadas em beacons ou wi-fi imperceptíveis ao olho humano. Os óculos, somados às aplicações de realidade aumentada e virtual, são os devices que nos colocam dentro destes ambientes, proporcionando experiências indescritivelmente reais.

A virtualização dos ambientes e a implementação de nuvens públicas e privadas formam a infraestrutura básica fundamental para o sucesso destas inovações e transformações na experiência dos usuários. Neste quadro, os mecanismos de Big Data e Analytics também são obrigatórios, atuando como o grande repositório das informações geradas pelos sensores. Esses mecanismos são estratégicos, também, por nos permitir analisar e tornar úteis as informações geradas por esses novos ambientes. Isso representa um importante apoio à tomada de decisões e um diferencial competitivo para as empresas.

O que era visto, há alguns anos, somente em filmes de ficção cientifica como Tron e Matrix hoje já é realidade. O próprio conceito do que é realidade está transformado, trazendo uma nova riqueza de experiências ao mundo corporativo.

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